MYDRA – MYDRA 1988 [REMASTERED 2012] Alemanha
Tal como vos tenho dito várias vezes, um disco para ser bom não precisa de muito, basta tocar-nos no interior e 90% da avaliação fica feita. Existem depois aqueles que têm a capacidade de tocar a uma grande e vasta multitude. Em 1988, surgiram os Mydra; banda germânica de Hard 'n' Heavy melódico. Alemã na origem mas mais nórdica no som, falo de coisas como Fate, Treat, Roko. Antes de continuar, e devia ter começado por aqui, este disco é item de colecionador, raro e muito procurado inclusivé por mim; se bem que agora já estou servido.
Mydra surgiram das cinzas da banda Charon (GER), banda de hard rock cujos membros já eram profissionais altamente qualificados. Bernie Fintzen (Keys), e Andreas Feldhahn (Drums), além de produzirem os discos de Charon, eram técnicos do produtor Michael Wagener e já tinham na bagagem produções de Dokken e Great White. André Martelli, da banda The A. M. Project era o vocalista; o britânico Alec Stephens era o axeman, e agora o membro mais mediático Jan S. Eckert (Bass), é hoje o baixista de serviço dos Masterplan de Roland Grapow (Ex-Helloween) e ex-Iron Savior de Piet Sielck, companheiro de muitas corridas de Kai Hansen (Gamma Ray; Unisonic; Ex- Helloween e ex-Iron Savior). Charon tinham como orientação musical um hard rock mais associado a bandas como Krokus, AC-DC, e com a febre glam\hair da segunda metade da década de 80 decidiram também eles surfar essa onda. Depois de alguns contratempos com a recusa de algumas editoras em contratá-los, uma das exigências da editora que finalmente os recrutou foi a da alteração do nome, e assim, após algumas ideias como Midas Touch e Hydra, Mydra nasceu. (Midas-Hydra, perceberam?)Editaram 3 discos até 2003, tendo terminado entre 1990 e 2002, em 2003 editaram o seu terceiro disco que prometia uma nova carreira com um novo vocalista, o britânico Keith Ellis, mas decidiram por terminar novavente em 2005.
Agora o disco. Midra I, é um disco muito bem estruturado e melódico. Bons arranjos, um bom vocalista com muitas semelhanças a Fish (ex-Marillion); e um grupo muito coeso e profissional. Como já referi, a orientação musical tem mais de nórdica, embora a americanização também seja o ponto fulcral, escutem com atenção o 1º tema "We've Got The Power"; uma cópiazinha mais ou menos camuflada de "Livin' On A Prayer" dos Bon Jovi. O 2º tema tem muito dos glamers dos anos 70 como Sweet ou mesmo Krokus. Muitos teclados, bons ambientes e composições equilibradas com solos majestosos, tudo muito bem estruturado e produzido. Musicas que nos voltam a revolver a mente outrora perdida no progresso e constante mutação da saga humana.
Este disco que vos apresento agora, é a versão remasterizada de 2012, que ficou fabulosa com um realçe enorme do som mais cristalino e cativante, apesar de digital mais puro. E aconselho-vos mesmo a ficarem-se por aqui, senão vão ficar desiludidos com a versão original mais abafada. Escolhi este disco entre 2 outros com maior potêncial até, mas este veio um pouco antes e tem algo de naíve que me tem feito recordar outros tempos, já vou na 3ª audição seguida. Espero que se divirtam tanto quanto eu, no minimo! Obrigatório!
McLeod Falou!
Temas
01 - I've Got The Power
02 - Freeway Blues
03 - She's No Lover
04 - California
05 - Love Killer
06 - Light Up The Sky
07 - Cold Blooded
08 - Fireball
09 - Double Dealer
10 - Gone With The Wind
11 - You're The Only One (bonus track)
Banda:
André Martelli - vocals
Alic Stephens - guitar
Bernie Fintzen - keyboards, backing vocals
Jan S. Eckert - bass, backing vocals
Andreas Feldhahn - drums
























