Peter Criss - Peter Criss (2025) USA

Este é, sem dúvida, o momento que os fãs dos KISS e do "Catman" esperaram durante quase duas décadas. Depois de anos focado em sonoridades mais suaves e no estilo crooner (como vimos em One For All de 2007), Peter Criss regressa em 2025 com o álbum que a sua legião de seguidores sempre desejou: um disco de Rock puro, duro e vibrante.
Avaliação: Peter Criss - Peter Criss (2025)
O Renascimento do Catman no Hard Rock
Lançado a 19 de dezembro de 2025, este álbum homónimo (não confundir com o clássico de 1978) é uma lufada de ar fresco na carreira do lendário baterista. A produção de Barry Poynter, aliada à visão do próprio Criss, conseguiu capturar algo raro: a fúria do Rock de arena com a elegância das influências de Big Band que sempre estiveram no DNA de Peter.
O "Time dos Sonhos": Uma Muralha de Som
A maior força deste álbum reside na escolha cirúrgica dos músicos. Peter não se limitou a gravar um disco a solo; ele montou uma superbanda que eleva cada composição:
Billy Sheehan: O seu baixo estratosférico traz uma energia e um drive que Peter não tinha desde os tempos áureos de Destroyer.
John 5: Os solos são precisos, modernos, mas com o respeito absoluto pelo groove clássico.
Paul Shaffer: Adiciona uma textura de teclados que une o Rock ao lado mais showman de Criss.
John Corabi e Piggy: Garantem que o disco tenha aquela "sujidade" e atitude necessária para um verdadeiro álbum de Hard Rock.
Análise das Faixas: Entre o Clássico e o Novo
O álbum abre com uma declaração de intenções: "Rock, Rockin’, Rock & Roll". É um hino imediato, onde a bateria de Peter soa mais pesada do que nunca, provando que, aos 80 anos, a sua batida ainda é o coração do Rock.
"Murder" e "Justice": Estas faixas mostram um lado mais sombrio e direto, com riffs poderosos que justificam a descrição de ser o seu álbum mais "rock" de sempre.
"Cheaper To Keep Her": Uma escolha curiosa que remete ao lado bluesy e divertido de Peter, mas com uma roupagem muito mais musculada graças à produção de Poynter.
"Walking On Water": Aqui ouvimos a vulnerabilidade e a voz rouca icónica de Peter, mas sem perder a força instrumental.
"Hard Rock Knockers" (Bonus Track): Um presente para os fãs veteranos, fechando o disco com uma energia que nos faz esquecer que se passaram 18 anos desde o seu último registo a solo.
O Veredito Final
"Peter Criss" (2025) não é apenas um álbum de nostalgia; é um álbum de reafirmação. Peter Criss prova que nunca foi "apenas" o baterista dos KISS, mas um artista com uma identidade própria que, quando rodeado pelos músicos certos, consegue entregar um Rock visceral e autêntico.
Este disco apaga as memórias das baladas excessivas do passado e coloca o Catman de volta ao trono do Hard Rock. É vibrante, é pesado e, acima de tudo, soa a Peter Criss com toda a sua alma.
Destaques: "Rock, Rockin’, Rock & Roll", "In the Dark" e "Nature's Cry". Nota: 9/10 – O regresso que o Rock precisava em 2025.
Temas:
- Rock, Rockin’, Rock & Roll (feat. Billy Sheehan & Paul Shaffer)
- In the Dark (feat. Billy Sheehan & Paul Shaffer)
- For the Money (feat. Billy Sheehan & Paul Shaffer)
- Murder (feat. Billy Sheehan & Paul Shaffer)
- Walking On Water
- Creepy Crawlers
- Justice
- Cheaper To Keep Her
- Sugar
- Rubberneckin’
- Hard Rock Knockers (Bonus Track)
Magic Word
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